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CGTP marcou manifestações para 16 e 17 de Abril, no Porto e em Lisboa

A CGTP marcou duas manifestações para os dias 16 e 17 de Abril, no Porto e em Lisboa, respectivamente. A Direcção do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social dirigiu a todos os trabalhadores do sector e em particular aos seus activistas e associados um apelo para a maior participação possível nas manifestações, que se vão realizar, nestes dias de semana, pela melhoria dos salários, combate à precariedade e contra as novas leis laborais que o Governo ameaça impor. Porque, essencialmente, é preciso fazer pela vida, mas, sobretudo, porque é preciso dar um NOVO IMPULSO à luta. Na actual etapa da luta no quadro europeu e nacional e,

Manifestação nacional

Manifestação nacional
MANIFESTAÇÃO NACIONAL 18.Out.2007, em Lisboa

para além das graves consequências mais imediatas das políticas deste governo, as populações, os jovens, os desempregados, trabalhadores ou reformados são chamados a romper com as ilusões de que “se este governo é mau, o próximo não será melhor”, ou, face ao empobrecimento de alguns, outros há que “recebem subsídios para nada fazerem”, como se ouve dizer. A ideologia de que a culpa do insucesso, da pobreza, do desemprego, do endividamento é culpa da própria pessoa, é uma técnica que os ricos e poderosos espalham para individualizarem os males sociais e contém como desígnio perigoso quebrarem a solidariedade e a luta colectiva do povo, É assim que em Portugal, onde cresce o desemprego e as dificuldades das famílias, ouvimos a propaganda contra os detentores do Rendimento Social de Inserção, ou contra os desempregados que não “querem” trabalhar. Vivemos um tempo em que a ideologia do mérito, a destruição dos serviços públicos e as tentativas para o agravamento dos direitos, retirada de regalias e a revisão das leis laborais que garantiam alguma defesa aos trabalhadores, estão a ser diariamente postos em causa, exigindo uma grande unidade e força contra a política de direita. O nosso sindicato defende a necessidade de uma forte aliança com sectores excluídos, do sector privado, do público e de sectores intermédios da população, em defesa dos serviços públicos, perante a globalização selvagem destes tempos em que vivemos.


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