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COMEMORAR ABRIL, EM MAIO
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8 HORAS DE TRABALHO,
   8 HORAS DE SONO,
      8 HORAS DE LAZER

Todos os anos, no dia 1 de Maio, comemora-se, em todo o mundo, o Dia do Trabalhador. Sabes porquê?

Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 é que se voltou a comemorar o Primeiro de Maio.

A História do Primeiro de Maio mostra que se trata de um dia de luta, não só pela redução da jornada de trabalho, mas também pela conquista de todas as outras reivindicações de quem produz a riqueza da sociedade.

Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 é que se voltou a comemorar o Primeiro de Maio. Durante o Estado Novo este dia tinha a denominação de Dia do Trabalho e era organizado e controlado pelo Estado.

O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado actualmente nas ruas, em todo o país com manifestações de carácter reivindicativo, organizadas pela CGTP. Em Lisboa e Porto, o 1º de Maio é também organizado pela UGT, mas em cima de um palco, com shows de artistas mais ou menos famosos com o objectivo de atrair gente.

O Dia Mundial do Trabalhador foi criado em 1889, por um congresso Socialista em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral que aconteceu em 1 de Maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época. Milhares de trabalhadores saíram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações e piquetes movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura, houve prisões, feridos e mesmo mortos nos confrontos entre operários e a polícia.



Em memória dos mártires de Chicago, as reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo inteiro, o dia 1º de Maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalhador

Actualmente, em Portugal, com a adopção das políticas neoliberais por parte dos últimos Governos, e com as novas propostas de “flexibilização” das relações de trabalho, apoiadas pelo Primeiro-Ministro José Sócrates, estamos a perder direitos que conquistamos com sangue, suor e lágrimas, depois de longas jornadas de mobilização e reivindicação. Os trabalhadores que ainda detêm um contrato de trabalho efectivo, a manter-se as intenções do governo, não poderão mais considerar-se seguros, pois o perigo é tornarem-nos a todos precários. Com efeito, Vieira da Silva diz que, com a revisão da legislação laboral, o Governo pretende “conciliar a competitividade com contratação colectiva e o combate à precariedade”, no entanto, nós sabemos que verdadeiramente aquilo que a revisão do Código do Trabalho vai criar é a precarização generalizada, com o despedimento livre.

A Yazaki Saltano anunciou o despedimento de 400 trabalhadores da unidade de Gaia, na sequência do fim da produção de uma componente para o sector automóvel, conhecida por M59.




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